domingo, 19 de julho de 2009


Ouves, meu amor, a água que brotou

No côncavo da pedra que a tua mão marcou?


Ouves, meu amor, o passo do veado

Correndo no caminho que só por nós pisado?


Entendes, meu amor, a voz que fala agora

Do tempo que esperou, da lenta e só demora?


Já era onde nós somos a nossa paz presente.

Só nós entrámos nela e a agora é que se sente.


Alumiam-se as noites, Deméter aparece,

Tu sentas-te a meu lado e o trigo reverdece.


Pedro Tamen


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